“Mas eu, em cuja alma se refletem
As forças todas do universo,
Em cuja reflexão emotiva e sacudida
Minuto a minuto, emoção a emoção,
Coisas antagônicas e absurdas se sucedem.
Eu o foco inútil de todas as realidades,
Eu o fantasma nascido de todas as sensações
Eu o abstrato, eu o projetado no écran,
Eu a mulher legítima e triste do Conjunto,
Eu sofro ser eu através disto tudo como ter sede sem ser água.”
|Fernando Pessoa|